Audiência pública na Câmara de Jaboatão articula ações em saúde e direitos para pacientes com fibromialgia no município – Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes

Audiência pública na Câmara de Jaboatão articula ações em saúde e direitos para pacientes com fibromialgia no município

Publicado em 10 de agosto de 2026, por Paulo Henrique Tavares | Categoria: Destaque
Foto: Secom/CMJG/Divulgação

A transição da invisibilidade para a garantia de direitos pautou a Audiência Pública sobre Fibromialgia realizada na Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes, nesta segunda-feira (10). O evento atendeu ao Requerimento nº 535/2026, do vereador Marcelo Adriano, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). A reunião articulou soluções entre gestores municipais e pacientes para construir diretrizes assistenciais. Na ocasião, o proponente relatou episódios cotidianos de preconceito em filas preferenciais e defendeu novas garantias de prioridade aos diagnosticados.

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O parlamentar comemorou a emissão da carteira municipal de identificação e anunciou o fechamento do contrato de aluguel da futura Casa de Apoio, em Cajueiro Seco. “A partir de hoje estou entrando com a petição na prefeitura, a solicitação e também vou entrar com projeto de lei municipal pra que todos locais que tem atendimento ao público também entre a foto da fibrimialgia”, declarou Marcelo Adriano (PDT). A realização do debate por meio de audiência pública está prevista no Regimento Interno da Casa Vidal de Negreiros como um instrumento destinado a instruir matérias legislativas com a participação da sociedade civil.

Foto: Secom/CMJG/Divulgação

Representando as demandas dos usuários, a coordenadora do projeto Viver Melhor com Fibromialgia, Juliana Lira, defendeu a capacitação na Atenção Básica e criticou a superficialidade dos laudos médicos atuais. “Com muita facilidade você encontra laudos com apenas Fibromialgia e Classificação Internacional de Doenças (CID), sem as limitações diárias do paciente que não consegue subir uma escada”, pontuou. O alcance do diálogo também foi comemorado pela vereadora Flora Felix, do Partido Renovação Democrática (PRD). “A partir dessa audiência, Marcelo (Adriano), a gente despertou essa sensibilidade na Secretaria de Saúde”, avaliou Flora Felix (PRD).

As diretrizes previdenciárias e os critérios do Instituto Nacional do Seguro Social pautaram as orientações do painel técnico. A advogada especialista e membro da Comissão de Seguridade Social da OAB Pernambuco, Dra. Patrícia Galindo, destacou o impacto do exame multidisciplinar na concessão de benefícios. “Com essa avaliação biopsicossocial a gente vai ter a oportunidade de também ser avaliado por outros profissionais no próprio INSS, com psicólogos, assistente social e o perito médico”, explicou. Em seguida, o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Rodrigo Santos, comparou os picos de dor à soma de viroses e fadiga extrema, defendendo a previsão de acompanhante na carteira de identificação devido aos lapsos cognitivos e motores.

A ampliação dos serviços de saúde e a oferta de consultas na rede pública foram detalhadas pela gestão municipal. A secretária executiva de Saúde, Nadjane Arcanjo, confirmou a criação do Ambulatório de Dor na Policlínica Carneiro Lins. “Nossa rede de atenção especializada hoje, a gente vem ampliando a oferta na área especializada. Hoje a nossa equipe ela trabalha já na construção de uma rede, de uma linha de cuidado pensada para o paciente com dor crônica”, afirmou. A representante informou que a rede disponibiliza mensalmente 416 consultas em reumatologia, 1.837 em psiquiatria e 1.579 em ortopedia.

Foto: Secom/CMJG/Divulgação

O encerramento do debate reforçou a urgência do acompanhamento multiprofissional contínuo e das Práticas Integrativas e Complementares para abrandar o quadro doloroso. A enfermeira integrativa Iara Cavalcante ressaltou que cerca de 30% dos pacientes acompanhados estão acima do peso, exigindo alinhamento nutricional e exercícios graduais. “A fibromialgia ela não tem cura, a gente precisa mostrar para o paciente, mas a fibromialgia ela tem tratamento. Analgésico não é tratamento. A gente precisa acolher esse paciente e mostrar pra ele que ele também precisa cooperar”, concluiu.

Confira, na íntegra, a Audiência Pública – Fibromialgia e Dor Crônica: da Invisibilidade ao Direito.